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Estes são os projetos atualmente em curso no O2.

[1] Projeto DiMAS/PIRATA BR - Dinâmica Meridional do acoplamento oceano-atmosfera no Atlântico Sul (este projeto está vinculado ao programa PIRATA BR e ao PIRATA Internacional)

O objetivo central do projeto DiMAS é identificar o principal modo de acoplamento oceano-atmosfera e suas oscilações periódicas, bem como sua conexão com a circulação profunda no Atlântico Tropical e o fluxo de sal, e suas possíveis teleconexões climáticas com eventos globais. Esta pesquisa não se restringe apenas ao tempo momentâneo, mas também a escalas de tempo muito maiores, principalmente no que diz respeito à compreensão dos modos e padrões de variabilidade de mesoescala que são essenciais para previsões futuras do clima. Para tanto, o projeto DiMAS está intimamente relacionado ao projeto OASIS (Profa. Ana Luiza Albuquerque/UFF) utilizando plataformas oceanográficas disponíveis para coleta de informações in situ (embarcações oceanográficas e bóias meteo-oceanográficas), bem como fontes de dados secundários, como observações de satélite e dados de reanálise (modelos). Além destes objetivos, o Observatório Oceanográfico, através do DiMAS, é um dos grupos responsáveis pela Verificação de Qualidade (QC) de dados oceanográficos coletados pelas campanhas PIRATA BR.

 

[2] Projeto DINAMO - Dinâmica Meteo-Oceanográfica no Atlântico Sul Ocidental

O foco principal do projeto DINAMO é analisar o traçado preferencial ciclônico na região do oceano Atlântico Sul Ocidental, com base em multi-plataformas. Este projeto utiliza dados provenientes de múltiplas plataformas usadas pela Marinha do Brasil para a confecção e processamento das cartas sinóticas com os traçados ciclônicos, trabalho este realizado diariamente pelo Centro de Hidrografia da Marinha. Além disso, usamos cartas sinóticas históricas com os dados pretéritos, relacionados ao comportamento ciclônico para a METAREA V, cedidos pela Marinha do Brasil para os últimos 15 anos conjuntamente com dados de reanálise do modelo NCEP/NCAR Reanalysis 2 (NOAA National Oceanic and Atmospheric Administration / NCEP National Centers for Environmental Prediction). Este projeto, irá (1) analisar estatisticamente a velocidade média e permanência do deslocamento ciclônico na região, independente do seu tamanho, (2) mensurar o tempo de permanência total dos ciclones em seu traçado em uma análise sazonal e espacial, (3) estimar o impacto dos ciclones no campo de ondas da METAREA V e por fim (4) propor uma nova classificação baseada no índice ACE – Accumulated Cyclone Energy – incluindo a previsão de estado do mar e possíveis impactos na costa, de forma simples e dinâmica, com vistas a prevenir e mitigar desastres nas regiões oceânica e costeira do Brasil.

 

[3] Guardiões do Clima (Programa da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis - PROAES)

Os alunos vinculados ao PROAES garantem uma bolsa por um ano para desenvolver o projeto Guardiões do Clima. Este projeto desenvolve e explora a análise de dados ambientais e climáticos utilizando ferramentas computacionais com base em softwares de uso amplo (Matlab, R, Octave, NCL, etc) para construção de rotinas e protocolos com vistas a prevenção de desastres naturais. Atualmente, os impactos causados pelas alterações climáticas a nível global e regional, tem profunda repercussão na nossa sociedade, tanto com a degradação da condição econômica e social, como também sobre o risco econômico associado aos desastres considerados "naturais" (em virtude de mudanças climáticas). Para tanto, desenvolvemos protocolos de análise e ferramentas computacionais simples para (1) reunir informações sobre os diferentes bancos de dados climáticos atualmente disponibilizados por diversas instituições nacionais e internacionais, e construir um protocolo de verificação semestral para integridade das informações fornecidas, (2) implementar pequenas funções de busca, recorte espacial e análise de dados ambientais e climáticos, com base em softwares já bem conhecidos (Ex: Matlab), além de escrever um protocolo de análise para cada situação climática, e (3) revisar os principais protocolos de segurança utilizados hoje em dia pelas agências de atendimento a desastres (defesa civil, por exemplo) para incluir os itens 1 e 2 deste projeto.

 

[4] Impactos das Mudanças Climáticas sobre a Produção Agrícola Brasileira

(em progresso)

 

[5] Acoplamento Físico-Biogeoquímico na Plataforma Continental Sudeste do Brasil (Projeto de Produtividade e Pesquisa CNPq Processo 312336/2017-9)

Nas últimas décadas, significativo esforço tem sido dispendido na compreensão dos sistemas físicos e dos processos biogeoquímicos que compõem o ambiente marinho da plataforma sudeste do Brasil. Apesar deste fato, a região da plataforma continental sudeste, região singular da borda oeste do oceano Atlântico Sul, ainda representa um desafio na compreensão de seu funcionamento. Devido à abrupta mudança de alinhamento da costa e às dimensões da plataforma continental adjacente, esta região é marcada pela presença do fenômeno semi-permanente de instrusão e ressurgência da Água Central do Atlântico Sul (ACAS) sobre a plataforma continental, e pela mudança súbita do eixo da Corrente do Brasil (CB) que segue a borda da plataforma continental. Estas feições produzem uma dinâmica oceanográfica peculiar que tem como principal reflexo uma variabilidade distinta de suas características geoquímicas e produção primária. Este projeto visa (1) compreender a influência dos processos físicos que atuam em conjunto no estabelecimento dos padrões de disponibilidade de ACAS na zona eufótica na região da plataforma sudeste do Brasil, através de experimentos de modelagem numérica, (2) analisar dados de alta resolução temporal (escala sinótica – horas) da variabilidade hidrodinâmica (direção e velocidade das correntes e perfil térmico) de dados coletados pelos experimentos de fundeios oceanográficos do Projeto Ressurgência, com vistas a determinação das frequências dominantes em cada processo físico, (3) confrontar as variabilidades oceanográficas (hidrodinâmicas) registradas nas diferentes porções da plataforma e os fluxos de particulados visando entender o papel individual dos processos físicos e biogeoquímicos atuantes em cada compartimento, e por último (4) definir uma climatologia atual das condições médias e sazonalidade dos processos físicos representados no modelo conceitual.

 

 

 

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